terça-feira, 31 de janeiro de 2012

That day marked


Na memória o rosto preferido
No coração guardado um texto
Na alma marcada uma presença
Na vida um espaço reservado
No rosto um sorriso pincelado
No corpo uma saudade eterna
...
Aquele dia marcou, o dia em que começaste a viver em mim.

SOUZA, Dayane.

SENTIDO DA VIDA


Toda esta ventania que passa por mim agora, já te cobriu outrora.
O que corre pelo ar, o que deixa ser levado, mudado de posição.
Há de ter leveza, uma essência pura para elevar-se, saltar, deixar o que envolve tomar conta.
Tem que seguir a direção do vento.
Ir do sul ao norte, do leste ao oeste.
Talvez não caminhar nestes sentidos, mas deixar o que está por dentro viajar, mudar dia a dia o rumo, percorrer caminhos diversos, descobrir beleza no novo.
É necessário sentir prazer, prazer ao olhar uma boa paisagem, ao sentir gosto do orvalho da manhã, ao ouvir o sutil barulhinho "plin plon" da chuva, ao bobear-se com o por do sol que faz a mente viajar.
O sentido da minha vida mudou, a direção reverteu.
Estaria, sem perceber, indo contra a felicidade, contra à razão da existência.
Mas aqueles mesmos ventos do princípio, que trouxeram-me alívio e frescor, desviaram-me das direções distintas.
Posicionando-me aqui, no agora.
Estes ventos, que percorrem os 4 cantos do mundo, que causam catástrofes, desastres, trazem também calmaria, paz e brisa. E me fizeram agora, lutar contra sua força.
Correr atrás do que pode me fazer feliz, do que preciso.
E dá mais força para ir além, em busca da divisão tênue - pouco espessa - da minha alma.
As incontáveis, e já, ilembráveis voltas que dei, hoje já não importam mais.
O sentido da vida estabeleceu-se quando encontrei minha bússola, quando ela começou a girar para sinalizar a direção certa a seguir.
E a direção certa que digo agora, não refere-se ao sul, norte, leste ou oeste.
Refere-se, apenas, a estar em quaisquer lugar acompanhada do meu ponto de repouso e paz.

SOUZA, Dayane.

domingo, 29 de janeiro de 2012

UMA ETERNA CANÇÃO


Eu te LOUVAREI
Ainda que não saia voz, ou mesmo que não possa gestos fazer
ENGRANDECEREI
E Teu nome falarei aos cantos deste mundo
BENDIZIREI
E farei o Teu nome proclamar aos que sedem tem de Ti
AGRADECEREI
Porque és a vida que há em mim
CHORAREI
Um pouco e mais, sempre que entender que por Teu amor fui salva
ANUNCIAREI
Tuas boas obras e o Teu querer
GRITAREI
Ainda que os ouvidos estejam cobertos e distantes
RESPLANDECEREI
A Tua luz em minha vida
DIREI
Com amor e cuidado a razão da nossa existência
GOZAREI
Das maiores alegrias ao ver meus irmãos clamando a Tua presença
SENTIREI
Como foi bom Te descobrir
AMAREI
E até o fim saberei que este amor será suprido
HUMILHAREI
Para Tua glória ver de maneira grande, que cubra-me e esconda-me debaixo dela
VIVEREI
Eternamente essa canção de amor, JESUS!

SOUZA, Dayane.

sábado, 28 de janeiro de 2012

INVERSO MUNDO


Inverso, avesso e que nos aproximou.
Talvez estivesse por qualquer rua ou estrada disforme, ou até mesmo por caminhos tortuosos.
Mas quando te conheci...
Ah!
Como essa sinuosidade se alinhou.
O vale levantou-se, as montanhas nivelaram-se, o relevo se aplanou.
Onde, eu, estaria afinal, se você - com toda a tua diferença e essência - não chamasse a minha atenção, como chamou?
Eu posso responder-te: estaria em um vazio qualquer onde não chegou alegria ainda e talvez nunca chegue um amor que faça tanto feliz.
Os caminhos, por si só, derem voltas e chegaram no ponto ápice de toda a história.
Colocaram-te à minha frente. E eu o olhei.
Sim, notei o perfil, a frente, como se portava, falava, sorria também... e como disto tudo - e mais um pouco - eu amei.
Te exaltei desde o princípio! Sabia que seria diferente.
E este mundo que te trouxe do outro lado, faça-me um favor apenas, deixe-o comigo - para eu te cuidar e amar sempre.
É preciso confiar em mim, só isso. Acreditar no que poderei fazer contigo, no que te farei sentir nos próximos anos, nos outros mundos também que te farei viajar de olhos fechados.
Eu sei que posso fazê-lo sentir vontade de viver um pouco mais, para desfrutar também da minha presença e do que eu poderei dar como prova do meu amor.

SOUZA, Dayane.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

(LEIA SORRINDO)


Meu amor, é tanta felicidade!
De poder pensar em ti, viajar contigo na mente...
É tanto amor, tanta vontade de te sentir em mim.
De olhar através dos seus olhos o mundo. Ver no reflexo deles o meu sorriso. Entender quem é o real motivo.
Eu te amo demais, tanto que não dá pra registrar.
Quero lhe mostrar como ser feliz da hora em que abrir os olhos até fechá-los para dormir.
Sinto que o mundo é mais belo por tua causa.
Porque ando te chamando de meu, e tu: de minha.
Você parece conhecer-me a anos. Disso não tenho dúvida!
Até a maneira que eu sempre quis ser chamada: minha menina, minha linda... Dizia isso aos que a minha volta estavam... Você na sutileza e ingenuidade percebeu do que eu gostava.
O modo melhor que gostaria de ser chamada à atenção. Só mesmo um amor, poderia na simplicidade decifrar algo assim.
Eu não consigo pensar como bobeei em outros caminhos, tentando desfrutar desta nossa - apenas nossa - felicidade com um outro alguém qualquer que já conheci.
Mas, felizmente, nada, se iguala ao que vem de ti, ao que me fazes sentir!
Transpor o perfume meu, para o corpo teu. Te deixar cheirando amor, retendo as atenções por conta da nossa sintonia.
Mas nem é isto que eu imaginei para mim.
Sim, hoje, quando andava sozinha, em meio à chuva que caia, por ruas geladas e desertas, o que mais quis no silêncio foi o teu abraço, envolvendo-me ali.
Quis mesmo sussurrar o quanto te amava, parar no meio da estrada deserta e oferecer o beijo.
Não aqueles desmedidos e incontroláveis, mas sim, profundo, para alcançar teu coração, fazer ouvir em bom som as batidas do peito e instalar-me ali mesmo, dentro de ti, no teu coração.
Jamais vou te abandonar, quero tanto comigo! Quero agora.
Olhar teu sorriso, te admirar quietinha, aproximar-me, te olhar mais nos olhos, admirar tua beleza que me encanta, e tê-lo ali, único, só para mim.
Escrevo estas palavras suspirando, imaginando mesmo a realização de todas elas.
Eu vou te conquistar para mim, te roubar para mim, levar-te comigo enfim.
Eu vou te amar sempre e mais, e dizer incessantemente até que entendas o que eu falo: Como foi bom te encontrar neste mundo.
E para sempre serás, meu, amor.

SOUZA, Dayane.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

CHAMA DO AMOR

Que brilhe
Que aqueça o coração
Que derreta o frio
Que esquente nas noites
Que prenda o pensamente
Que proteja do medo
Que ilumine a terra
Que faça sorrir
Que seque o chorar
Que mostre o lugar
Que acompanhe no caminho
Que tire de órbita
Que permita alegrar
Que possa tocar
Que faça aroma exalar
Que cuide
Que ame
Que esteja até o fim
Que não se apague
Que se alimente do que nos envolve
Que faça dormir
Que invada o sonhar
Que possa te fazer ninar...
Que a chama do amor esteja sempre em mim
Que, ela, seja ti

SOUZA, Dayane.

TODAY

Sim, hoje.
Hoje eu percebi o quanto uma tarde chuvosa pode acelerar um coração.
Acelerar, fazê-lo pulsar...
Eu lembrei de alguns momentos, vivi novamente outras reações.
Imaginei até que poderia voar em meio à nebulosidade.
Eu andei, andei por esta chuva.
Corri numa bicicleta onde não cabia mais velocidade e alegria.
Parecia estar correndo atrás do meu maior bem, atrás da felicidade.
Os cabelos molharam-se, desenhavam formas, batiam, escondiam-se, voavam sobre o meu rosto.
Cheguei a sentir o gostinho da brisa, tinha uma roupa molhada sobre o corpo, e uma preocupação de ter de parar em meio às gotas que viam.
Não hesitei, percorri por caminhos meus, meus e de minha felicidade que sempre me acompanha.
Eu pensei até que poderia como pássaro voar, alcançar as alturas, sobrevoar os céus mesmo estando em terra firme.
No hoje, eu caminhei, saboreei um pouco de água que caía e fui feliz.
Mas pensando aqui e agora.... tudo isto teve um sabor mágico e semelhante aos de contos de fadas, porque a todo o tempo, de chuva e sol, dia e noite;
Nos minutos e pequeníssimos segundos, minha mente não estava em mim...
Sim, no hoje também, ela pertencia a ti.

SOUZA, Dayane.